CONTEÚDO SÓLIDO

O estado sólido é um estado da matéria, cujas características são ter volume e forma definidos (isto é, a matéria resiste à deformação). Dentro de um sólido, os átomos ou as moléculas estão relativamente próximos, ou "rígidos". Mas isto não evita que o sólido se deforme ou comprima. Na fase sólida da matéria, os átomos têm uma ordenação espacial fixa, mas uma vez que toda a matéria tem alguma energia cinética, até os átomos do sólido mais rígido movem-se ligeiramente, num movimento "invisível".

Nasci de novo

Eu já quis a fama, já quis dinheiro, já quis sossego. Já fiz um roubo, já fiz empréstimo, já dei o tombo, já fiz um rombo. Já fui em cana, já fui pra cama, com muita mina, já fiz minha cina. Bebi cachaça, já joguei cartas, fui pra sarjeta, já fumei mato, perdi emprego. Já fui embora, pulei o muro, já dei um tiro, fui pra gandaia. Já fui sacana, roubei galinha, vendi na feira, furtei laranja, e macaxeira. Já cheirei pó, Deus tenha dó, assaltei banco, já fui malandro. Já peguei mina, já fiz minha rima, já me vendi, me destruí. Fui cafetão, já fui ladrão. Já me droguei, trapasseei, já me casei, Divorciei, já me juntei, e separei. Já fiz de tudo, rodei o mundo,




e enfim, nasci de novo.

Esboço de mim



Sempre gostei de escrever. Sempre me expus em meio as palavras e também nelas me encontrava. Essa sou eu verdadeiramente. Aquela que se expõe em versos, estrofes, poesia. Mas ao mesmo tempo que se esconde no jogo das palavras, nas figuras de linguagem, nas ambiguidades, ironias e metáforas. Escrever sempre foi mais que um hobby, muito mais que uma vontade. É uma libertação, um grito. É o mais alto que já consegui falar. Quem me conhece bem sabe bem as linhas que me descrevem e não se confundem com as palavras. Quem me conhece sabe as ações que os verbos expressam, sabe o sentimento que o predicativo do sujeito carrega. Quem me conhece não precisa entender bem o português, nem linguagem de sinais, consegue me ler pelo olhar. Estou totalmente exposta em cada verso que escrevo mesmo que nada tenha a ver comigo. Às vezes pode não parecer eu, mas lá no fundo tem muito de mim. Escrever é desnudar a alma. Tirar as máscaras, libertar-se das vergonhas. É mostrar a verdade de mim. Mostrar quem eu sou, assim, de verdade. Quando escrevo estou sempre sozinha e vejo só a mim. Não é sobre alguém que me ama ou que me odeia, é sobre mim. Não é um diário, nem um confessionário. É uma breve exposição dos fatos, simples assim. Escrever pode parecer difícil mas pra mim não é. As palavras simplesmente saem porque minha alma está repleta delas. Não poderia ser diferente, afinal, não falo, me guardo. Não tenho muito amigos, não tenho muitas conversas. No final de tudo só me resta papel e caneta. E vamos prosear. Vamos falar sobre tudo, sobre aquilo que sobra em mim. Já disse que minha alma está repleta? Repleta de sonhos, desejos e talvez frustrações. Repletas de vida, alegria e até tristeza. Mas quem é que não chora também? Não se frustra? A vida é assim. É como escrever. Há vírgulas e pontos finais. Mas não significa que não haja um novo começo, um novo parágrafo. Começar de novo, escrever de novo, viver de novo. É um grande texto por menor que seja. A quantidade de linhas, pouco importa. O que vale mesmo é o que cada trecho pode revelar. É desafiador doar-se através das letras. Como códigos que visam revelar um novo mistério. E o texto não precisa acabar, não se preocupe com o ponto final. A história vai continuar.